The Other Side

Tudo nesse mundo há um outro lado. O bem e o mal, a paz e o caos, o ying e o yang. Um segredo que poucas ou algumas pessoas sabem. Você também tem um lado que esconde quem você realmente é.
 
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De olho na trama
As coisas mudaram... E mudanças nem sempre são coisas ruins, mas algumas podem ser complicadas, bastante complicadas. O mundo tornava-se outro, os antigos mestiços criados pelos demônios e anjos haviam sido exterminados, um grupo radical contra a mestiçagem havia sido responsável por isso. Alguns diziam defender a soberania de cada espécie, bem ou mal, o equilíbrio não podia dar conta de espécies tão poderosas e quase todos os mestiços criados haviam sido mortos. Quase... Victória, a híbrida filha de Kirei e Samantha (Uns dos primeiros personagens do TOS), ainda sobrevivia, mas para que sua vida fosse preservada, agora, ela não mais contaria com a ajuda de Evie Farrier e Kirei, personagens poderosos que sempre atraem atenção pra si, seria por ela mesma. Sozinha no mundo, para própria segurança, Victória irá conhecer um mundo sobrenatural diferente do que estava acostumada... Tritões, Fadas, Elfos... Havia muito mais sobre o mundo do que se imaginava e cada dia virará uma experiência completamente diferente. Com apenas 18 anos de, mas muita coragem, Victória tem de sobreviver às recompensas pela sua cabeça e aos extremistas que precisam eliminar os mestiços. Todavia, a garota não estará só. Os amigos e fiéis a Kirei, Evie e Samantha ainda protegerão a menina, mas isso será o bastante? Em que time você, The Other Side‎, irá jogar? - Um aliado dos primeiros players do TOS? - Um extremista? - Um caçador de recompensas? - Ou talvez queira ser apenas um sujeito normal... Dessa vez, a trama é inteiramente sua.
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 Ambiente de Ação

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The Other Side
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Ficha TOS
Atributos:
AtributosFVDACIMRPWP
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Energia:
100/100  (100/100)
HP:
100/100  (100/100)

MensagemAssunto: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 2:48 pm

Código:
Um pub local, um espaço amplo com uma porta de vidro enorme que dá acesso a rua. há um balcão de mármore num tom cinza e várias banquetas com pés de metal e assento estofado revestido de couro.
Como o cômodo era estreito e largo, ao fundo havia mesas de poker, para diversão, dominó e dados. Não era o local mais bem frequentado da Alemanha.
Havia muitas mulheres com roupas curtas demais, esperando alguém que lhes oferecesse alguma bebida ou dinheiro, para fazer sexo.
Algumas crianças espalhadas pelo bar, zanzavam enquanto seus pais se embriagavam. algumas crianças tentavam roubar bebidas de trás do balcão, ao mando dos pais.

O balcão se comunicava com o resto do bar através de uma portinhola de madeira escura, pela parede interna ao balcão havia prateleiras com garrafas, barris e muitos copos. Para comer shavia salgadinho de pacote e se você soubesse pedir, conseguiria drogas.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 7:48 pm

Com uma mão, acendi o cigarro que repousava nos meus lábios há algum tempo. Uma camisa branca por cima da calça jeans de tom escuro, e tênis esportivos, mas sem cano alto. Naquele local, deveria estar bem deslocado. Os homens ali não cheiravam bem, e as mulheres eram bonitas, embora fossem muito... usadas. Ignorando a placa anti-fumo na parede, eu continuava a tragar enquanto olhava, as pernas esticadas no chão do bar, as pessoas.

Na maioria, eram homens alcoólatras ou que queriam uma diversão à parte. Algumas crianças passavam aqui e ali, furtando bebidas para o vício de seus pais. Talvez roubassem para si mesmas também. Levantou-se, pondo o cigarro em um canto e foi até o balcão, onde pediu um Martíni, o que é claro, eles não tinham. Ou o que tinham era falso, pois o gosto estava completamente diferente, como se tivessem misturado várias bebidas baratas e acrescentado mais álcool. Devolveu, com uma cara de repreensão bastante aparente. O homem resmungou algo e não deu nenhuma resposta, a não ser que eu teria de pagar do mesmo jeito.

— Eu não disse que não ia pagar — respondi, um sorriso malicioso no rosto — mas me diga... tem algo a mais além dessas bebidas?

Ele hesitou, olhando para os lados. Mas ao olhar para mim novamente, não resistiu. Deu um sorriso bobo, como alguém controlado, e foi atrás do balcão. Quando voltou, carregava uma caixa no colo, e colocou-a atrás do balcão de forma que só ele e eu pudéssemos ver. Olhou para mim e com um gesto tímido e apressado, convidou-me para ver melhor. Olhei por cima do balcão todo o estoque de drogas que ele tinha, e pensei bem. Já havia experimentado a maioria e podia dizer de ante-mão que todos eram, de certa forma, bons, e não haviam efeitos colaterais para um Inccubus.

Olhando mais atentamente, uma forma pequena e cristalina chamou minha atenção. O LSD. Apontei para ele, olhando o homem fingindo um fervor que não sentia, apenas para controlá-lo ao meu bel prazer. Feito isso, botei duas pílulas no meu bolso e fui ao banheiro, onde o cheiro de urina era muito forte. Botei uma pílula na boca, usando a saliva para digeri-la, e esperei alguma coisa acontecer. Por uns momentos, nada, até que minha visão ficou um pouco turva, e pontos brilhantes dançavam na minha frente. Parecia um festival, e a partir de alguns segundos depois, ilusões de meus pais eram constantes, assim como todas as pessoas com quem eu tinha ficado ao longo do tempo, homens e mulheres.

Sai do banheiro com as pupilas mais dilatadas, mesmo em plena consciência do que estava fazendo. Cumprimentei um dos brutamontes que jogava sinuca como se o conhecesse a anos, e pus-me a jogar com um taco que peguei de outro. Mal sabia o que estava fazendo, ou o que ia fazer, só sabia que estava se divertindo.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 8:08 pm

•••••••••

Uma noite no bar

•••••••••

Em minha mente quando pensava em um lugar para me distrair tratando-se de bares e locais semelhantes, sempre me vinha a Alemanha e seus bons shops. Esse era um dos motivos de estar ali, caminhando por uma calçada enquanto a bota de salto alto produzia um som de Tac-tac. Minhas mãos encontravam-se dentro do bolso do sobretudo negro que usava em uma tentativa um tanto falha de proteger-me do frio. Por um momento havia esquecido como alguns países da Europa podiam ser realmente gélidos. Havia um pub mais a frente e não precisei pensar muito para que entrasse ali, precisava de algo quente para aquecer meu corpo e nada melhor que uma bebida para tal feito.

Ao adentrar, retirei o meu sobretudo o segurando no braço, dando uma rápida olhada ao redor apertando levemente os lábios. Não era um dos melhores em que já estive, mas deveria servir ao meu objetivo. Sem o sobretudo agora usava um vestido azul escuro com um decote em forma de V generoso e um tanto curto, o que de certa forma justificava o frio que estava sentindo naquele momento. Minhas botas eram longas e negras, o salto alto fino e com detalhes em relevo que dava o seu charme. Passei a mão rapidamente pelo meu cabelo loiro enquanto dirigia-me a passos lentos para o balcão.

-Whisky, sem gelo, por favor – pedi ao barman.

O corpo não demorou a vir e durante minha espera olhei ao redor novamente, dessa vez analisando as pessoas que ali estavam. Casais, crianças, mulheres um tanto vulgares e homens a jogar sinuca. Um destes, entretanto, se destacava. Um homem que se divertia de forma quase exagerada, mas que exalava uma aura sedutora que poderia dizer que era quase familiar. A bebida logo veio e eu me arrependi amargamente por tê-la virado em um único gole, o líquido desceu por minha garganta ardendo de forma desgostosa, diferente do gosto de um bom e verdadeiro whisky. Ao que aparentava minha noite não seria dada a degustação de uma bebida de boa qualidade, resolvi tentar alternativas diferentes.

Caminhei de forma lenta e naturalmente sedutora, olhando diretamente para o garoto que chamava a atenção de forma absurda, tanto pela sua conduta de felicidade quanto pela sedução que parecia ter. Ao me aproximar da mesa de sinuca, encostei o quadril nesta e encarei diretamente ao garoto, sem poder deixar de notar suas pupilas dilatadas.

-Dificilmente esqueço-me de alguém que conheço, mas há certa familiaridade em você rapaz – falei sem hesitar, iria descobrir quem ou o que ele era – Poderia me dar certa satisfação ao comprovar a minha teoria.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 8:22 pm

Mesmo com a droga, minha felicidade não estava lá nas alturas. Claro, algumas reações eram meio que incontroláveis, mas no fundo, era apenas tempo gasto por não ter nada para fazer. Passei os olhos por todos os locais ali dentro novamente, e uma coisa, uma pessoa me chamou atenção. Uma mulher linda, que irradiava um forte sentimento de atração para todos os cantos, ao menos para mim. Parei o que estava fazendo na hora e encostei o taco na mesa, estufando o peito e respondendo com calma.

— Não sei se te conheço. — respondi, aparentando rispidez misturado com um tom mais brincalhão, e depois acrescentei:
— Mas talvez possamos nos conhecer.

De todas as mulheres no pub, ela era a mais linda. Inexoravelmente a mais bonita, e parecia emanar... o quê? Fogo? Desejo? Talvez fosse ambos, e além de mim, muitos mais olhavam para ela. Agora, já mais próximo, sorri, encostando-me de lado na mesa para encará-la.

— Então... o que faz aqui? Procurando uma bebida ruim? Uma droga? Ou apenas... diversão? — a última parte tinha uma malícia explícita, aplicando de certa forma um certo poder na frase, como que para atraí-la.

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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 8:35 pm

•••••••••

Uma noite no bar

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O garoto me notou como qualquer outro homem ali presente. A resposta por deveras me agradou, era um jogador esperto ao que aparentava. Não era de meu agrado homens lentos ou abobalhados com minha simples presença. Passei a ponta da língua levemente sobre os lábios os deixando levemente úmidos, um ato para que minha boca não ressecasse por causa do tempo gélido, mas que por ventura também era sensual.

-Busco passar o tempo, qual a forma poderia me indicar? Parece estar se divertindo mais do que teus companheiros.

Olhei para os homens que também jogavam sinuca que devido a minha chegada haviam parado o jogo, já que estava encostada a mesa atrapalhando a movimentação. Pisquei para um deles e este sorriu amarelo, sem jeito. Ao que aparentava, nenhum deles se importava com o fato de que o jogo havia sido interrompido. Voltei meu olhar para o garoto a minha frente, curiosa e intrigada, a sensação não havia sumido já que eu o achava extremamente sedutor, algo que não sentia com tanta facilidade quando na verdade eu era o alvo dessas sensações.

-Mas antes, diga-me seu nome.



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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 8:52 pm

Ainda no transe que ela tinha causado desde que aparecera, respondi rapidamente, evasivo.

— Amigos? Não, não. Talvez seja a droga que usei... — Sorri, fingindo estar sem graça, quando na verdade queria usar novamente, e com mais doses. — Sorte que não era um afrodisíaco, não?

Decidi por a prova o meu poder de Inccubus. Os homens observavam-na, querendo devorá-la, aproveitar uma noite com tal beldade em suas camas de Motel baratos. Mas ela não era daquele tipo; ela tinha porte, por mais que sua blusa decotada denunciava tal porte perfeito. Sorri, pensando em várias situações parecidas, mas normalmente as mulheres eram seduzidas rapidamente, caiam facilmente em minhas mãos, e mal se lembravam de algo no dia seguinte, a não ser de mim.

— Bem... não sei o seu nome, mas podemos pular essa parte se você quiser. — Eu já havia percebido que se tratava de uma Succubus. Só podia ser, para me manipular de tal forma. — Sei bem que revelar o nome é perigoso hoje em dia para caçadores ou maníacos sexuais... eles estão sempre por aí.

Aproximei-me um pouco mais, passando para trás da mesma. Pus as minhas mãos em seu ombro, apertando-os de leve. Com os lábios quase em seu ouvido, sussurrei:

— Quer ir beber alguma coisa? — perguntei, fazendo uma pressão fraca para virá-la para mim.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 9:07 pm

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Uma noite no bar

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O olhar dele não era tão diferente quanto a dos outros homens, da mesma forma que o meu para ele não era tão diferente das demais mulheres. Uma suspeita aumentava ainda mais, deixando-me ainda mais curiosa e levemente divertida com a situação. Quem diria que em uma noite qualquer encontraria um incubus? Eram raros, já que em suma minha raça predominava o sexo feminino. O jeito com que ele falou e tratou a seguir apenas comprovava ainda mais a tese que formava em minha mente. Caçadores... Ah como os odiava, ousando julgar o que é certo e o errado sem nem terem saído das fraudas direito.

Mas aquele não era o momento para pensar em algo tão conflitante e indesejado. Lancei um olhar demorado para a mesa do bar, cogitando beber novamente aquele tipo de bebida barata. Não tinha tanta certeza de que meu paladar estivesse preparado para aquilo novamente... A menos que tornasse essa situação um pouco mais divertida. Pousei a mão sobre a mesa de sinuca e me inclinei para o garoto, exibindo consequentemente um pouco mais do decote.

-Que tal algo mais interessante? – falei em um tom baixo, usando o timbre levemente rouco por natureza e não com segundas ou terceiras intenções – Ao que aparenta, a bebida daqui não é muito... Agradável. Ofereço uma aposta. Como eu e você parecemos ser... semelhantes, que tal um desafio? Há vários aqui que não tira os olhos de nós, apostaremos quem conseguimos conversar e pegar emprestado o dinheiro. O tempo é só de quarenta minutos, quem conseguir pegar mais em quantia fará o outro beber da bebida mais... Típica daqui.

Era apenas uma forma de distrair diferente, que não envolvia o cotidiano de que o cavalheiro pagaria uma bebida a uma dama. Não gostava de repetir sempre o mesmo paradigmas e aquele garoto parecia a minha válvula para novos desafios.

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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 9:21 pm

Escutei com atenção a proposta dela, e ri baixinho, gostando cada vez mais da presença dela. Até mais que gostando. Talvez. Aceitei com um aceno de cabeça, e disse:

— Ótima idéia. — sorri, soltando as mãos dos ombros dela.

Fui logo me dirigindo a uma das mulheres, uma das mais bonitas, que aparentava ser mais jovem. Talvez seu cachê tivesse sido mais alto hoje... peguei-a pela mão, quase sem me esforçar na tarefa de seduzi-la. Quase que instantaneamente, os humanos caiam em qualquer tipo de controle mental, ainda mais por sedução. Pus as mãos na cintura dela, levantando-a do banco aonde estava e fui me encostando na parede, onde beijei-a.

Aproveitei o momento para me reabastecer um pouco, tomando cuidado para não deixá-la exausta. E enquanto beijava-a, minhas mãos percorriam de cima a baixo do seu corpo, parando na cintura. Como não havia achado nenhum dinheiro, prestei atenção se havia algum volume mais acima. Sorri ao ver que ela compreendia o que eu queria, e mesmo ali, num canto um pouco mais afastado, foi tirando a sua blusa. Não deixei-a terminar, e quando a mesma desabotoava sua blusa surrada, deslizei minha mão direita por seu sutiã de forma sutil e habilidosa, pegando $70 euros. Uma nota de 50 já meio usada e uma outra de vinte mais nova. Guardei-as no bolso, sorrindo para ela, fazendo-a esquecer que estava sendo roubada.

Mas, súbito como uma tempestade, dei-lhe um último beijo e me afastei, indo mais para perto da mesa, onde eu poderia ver melhor minha outra companhia. A melhor daquele lugar, e talvez, de algum tempo. Observei-a faminto, mesmo após alimentado, e esperei seus movimentos.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 9:39 pm

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Uma noite no bar

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Tão rápido quanto aceitou a proposta, ele escolheu sua presa muito bem. Uma garota bonita que parecia ter ganho a noite... Ou ao menos teria ganhado se não tivesse sido roubada pelo galanteador incubus. Observei ao beijo que ele deu, mordendo o lábio de leve para não rir ao vê-lo apalpar a garota em busca do seu principal objetivo. Não podia deixar de admitir que observá-lo era intrigante e instigador, o garoto era bom por natureza. Infernalmente bom. Quando este terminou com sua primeira presa, virou para observar-me.

Ao que parecia era a minha vez e tão certo quanto ele tinha sido, eu já tinha a minha presa. Caminhei de forma provocativa, olhando para apenas um homem sentado de frente a uma mulher não tão arrumada, mas que ornamentava um belo colar de rubi. Uma amante bem presenteada, poderia apostar. Aproximei-me por trás, tocando-o primeiramente no ombro para que notasse, ou parasse de fingir não ter notado a minha presença. Deslizei minha mão lentamente pelo peitoral do homem, que era alto e de físico nada avantajado, mas usava um terno caro e italiano. Podia sentir a reação do homem, imóvel e arfante, o desejo dele me deixando com água na boca. Lancei um olhar a parceira dele e sorri maliciosa.

-Observe querida – falei a ela.

Sem mais delongas, mordisquei a orelha do homem que suspirou. Ele virou o rosto e não neguei o beijo, era a forma mais fácil de roubar alguém, já que este fechava os olhos e se deixava enganar pelas sensações. Deslizei minhas mãos pelo peitoral dele, buscando bolso secreto dentro do terno e não me desapontei ao achar um compartimento com dinheiro enrolado. Não ousei retirar da energia dele, era gulosa e costumava deixar minha fome para apenas uma vítima, não gostava de um trabalho feito pela metade. Afastei os lábios tomando o cuidado de esconder o dinheiro na mão de forma a não ser notado. Olhei dentro dos olhos do homem e falei baixo, sensual:

-Devore a sua companheira, ela merece o fogo que eu aticei em você – olhei para a garota e sorri levemente de lado – ele é todo seu.

Afastei-me e finalmente olhei a minha conquista. Que foi um pouco desapontador, apenas uma nota de 50 e 10, um total de 60 euros. Como pudera me esquecer que no mundo de hoje o cartão de crédito é a nova forma de circular dinheiro e que com pessoas aparentemente modernas não se encontrava mais dinheiro nos bolsos? Uma falha que me fazia perguntar como o meu competidor estava indo. O busquei pelo olhar até encontrá-lo rapidamente, um cara sedutor era fácil de achar.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qui Fev 02, 2012 9:57 pm

Observei-a fazer seu trabalho, como se fizesse aquilo com naturalidade. O que era verdade. Era uma coisa linda, sedutora... imaginei-a de outros ângulos e não me arrependi. Seus modos diziam que não era qualquer uma, mas também denunciavam sua forma de ser devassa pelo lado Succubus. Cheguei perto dela ao ver terminar seu trabalho, já retirando o dinheiro do bolso.

— E então... quanto conseguiu?

Ao vê-la com $60 euros, sorri mostrando minhas duas notas. Era uma diferença pequena, mas que me fazia o vencedor. Passei um dos braços por detrás das costas dela e fui andando acompanhado com ela até o balcão. Primeiramente, o homem que me antedera antes pareceu confuso, mas eu tratei logo de exercer certo controle nele.

— Dois drinks, por favor... mas não dessa adega. — Apontei para a portinhola atrás dele, onde ele havia arrumado minha droga. — Algo bom. Dois Martínis, bastante gelo.

Virei minha atenção para a garota ao meu lado, e com certo interesse, apreciei-a mais uma vez. Não tinha vergonha de fazer isso, e estava exposto para ela fazer o mesmo caso a agradasse. Quando ele trouxe nossa bebida primeiro apenas tomei um gole para ver se era mesmo um Martíni original, e ao constatar isso, acenei com a cabeça para ela.

— Esse você pode beber sem medo. Prometo que não fará mal. — Prometi, esquecendo do roubo que havia acabado de cometer.

Ao olhá-la tive uma outra impressão. Nunca tivera nenhuma experiência com uma Succubus... nenhuma, de nenhum grau, e isso levantou um pouco uma questão sobre o que fazer. Beberiquei mais algumas vezes, minha atenção completa nela. Ah, se pudesse, já teria feito outras coisas. Já teria avançado. Mas gostava daquele jogo. Um jogo de sedução, testando os conhecimentos, as capacidades de ambos os demônios, e por mais que se esforçasse para parecer mais poderoso, começava a cair nas tentações dela.


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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Sex Fev 03, 2012 8:35 pm

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Uma noite no bar

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A derrota não foi de fato tão ruim quanto imaginei que seria. Um galanteador nato, o garoto levou-me para o bar e não me ofereceu a bebida proposta, mas sim uma bebida de boa qualidade e suave ao mesmo tempo. Um bom Martini. Mesmo com o que ele disse de não ser uma bebida como as outras, fingi desconfiar dele erguendo uma sobrancelha antes de pegar o copo e experimentar um pouco a bebida. Ao ter o gosto bom em minha língua, dei um bom gole para finalmente sorrir agradecida.

-Um apostador que sabe como ganhar a garota e o prêmio – comentei em um tom sinuoso.

Para completar, tracei o maxilar dele com a ponta do dedo lentamente, apenas para sentir sua pele mesmo que de uma forma tão simples. Fui me aproximando lentamente, aproximando o rosto do dele... para desviar para o lado e sussurrar no seu ouvido.

-Foi um prazer conhecê-lo, mas ficará para outro dia descobrir se é um prazer tê-lo ao meu lado.

Mordisquei de leve a ponta da orelha dele e me afastei, terminando de beber o drinque. O jogo que pretendia jogar com aquele garoto era ainda mais completo do que teria proposto a qualquer outro. Ele era um demônio da mesma raça que a minha algo que me dava uma expectativa maior... Assim como uma maior precaução, afinal era tão afetada quanto ele e resistir a ter meus lábios contra o daquele garoto sugando sua energia era uma das coisas mais difíceis que já tinha feito. O que deixava a situação ainda mais interessante.

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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Sex Fev 03, 2012 9:59 pm

Ainda observando-a, fechei os olhos com um esforço descomunal ao sentir sua mão traçando o caminho de meus lábios. Reprimi um movimento quase involuntário; parecia maior que eu, mas eu tinha de controlar os meus sentimentos, por mais que fosse difícil com ela ali.

▬ Só não sei dizer qual dos dois foi o melhor... ▬ comentei, cético.

Cruzei os braços, numa postura mais firme, tentando recuperar o controle. “É difícil. É algo realmente difícil.” Ao vê-la se aproximar, tão perto, resisti novamente ao impulso e apenas sorri, as mãos alisando minha calça, um gesto contido, nervoso, ansioso. Ao escutar o que ela disse, meu semblante se tornou mais sombrio, talvez um pouco desapontado.

▬ Se assim deseja... acredito que teremos outros encontros. Afinal, esse mundo é tão pequeno. ▬ disse, excitado com a idéia de poder reencontrá-la algum dia.

Terminei de bebe o drinque com alguma rapidez, e levantei, arrumando as roupas num ultimo movimento. Ainda sentido sua carícia em minha orelha, toquei de leve a sua testa com o polegar, descendo-o num arco pelo seu rosto, parando-o perto de seu lábio. Aproximei os meus lábios dos dela, mas não faria isso, por mais que a tentação fosse forte. Beijei-a na testa, resmungando o quanto eu era idiota mentalmente. Uma chance dessas era difícil, talvez rara. E um Inccubus deixá-la passar... mas de qualquer forma, sabia que ela não era uma humana idiota. Ela pertencia a um nível superior, um nível que eu, Gianluca Bonera, não sabia se pertencia também.

Sorri e fui saindo do pub, com o fato de ter roubado já apagado. Tantas coisas piores já foram feitas... e seriam.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Sex Fev 03, 2012 10:09 pm

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Uma noite no bar

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O desapontamento que tive foi similar ao que ele teve quando não o beijei. Mas isso só fazia parte do jogo. Observei o garoto sair como se o quisesse impedir, mas ao mesmo tempo contendo-me para que pudesse deixar o jogo rolar como havia planejado. Um desafio quando ficava maior, mais saboroso era no final. Sorrindo de canto, pedi outra dose daquele Martini que o garoto me ofereceu, iria ficar mais um pouco ali.

Considerei fazer uma vitima já que minha fome demoníaca havia crescido depois daquele encontro. Mas ao olhar ao redor tudo o que eu vi foram pessoas chatas e sem graças, ainda mais em comparação ao garoto... Franzi o cenho e depois ri sozinha, achando divertido o fato de que só agora percebi que não sabia realmente o nome dele, muito menos ele o meu. A cada momento o jogo se tornava ainda melhor! Terminei a nova dose do drinque e a paguei, ajeitando-me para encarar o frio da Alemanha novamente, mas dessa vez com um sorriso brincando no canto dos lábios. Valera a pena, afinal de contas.
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MensagemAssunto: Re: Ambiente de Ação   Qua Fev 22, 2012 10:05 pm

Sentia sono, era isso... Sono.
Eu nunca sentia sono antes das 5h da manhã, nunca desde quando eu aprendi a me virar sozinha e isso foi muito cedo, muito mesmo. Talvez eu tivesse uns 7 ou 8... Não sei, se não fosse minha identidade eu juraria que nunca tive menos que 20 anos. A dor envelhece, como o sabor de um uísque caro melhora com o tempo.
Vi mulheres dançando exibidas, usando pedaços do que deveria formar uma roupa, esfregando-se em outras mulheres ou em homens. Vi o cenário bestial da humanidade regado a sentimentos complexos e álcool a vontade, vi essas coisas todas que não vemos quando estamos bêbados e carentes num pub.
Eu gostava de lugares como aquele, me lembravam o meu próprio propósito na vida, de onde eu vinha e para onde eu queria ir. A decadência humana, buscando no sexo algum prazer em existir, fazia minha mente despertar para a pobreza de espírito da humanidade, principalmente se eu parasse para pensar o quão narcisista essa espécie costuma ser. Sempre achando-se os únicos do universo, quando nem ao menos eram os únicos soberanos de seu planeta, se não fosse tão criticamente triste, certamente, seria engraçado.


Andei pelo Pub, um pouco cansada, ainda era cedo e não havia como esconder o terrível cansaço que a vida, e a anemia, me causavam. Sentei num canto em que eu via crianças tentando roubar uma garrafa de Conhaque de açafrão, bebida singular... Mas a mais próxima deles também.
Levantei e fui falar com o barman, era jovem, tinha uma certa malícia na voz e com certeza já estava cansado de tanto ver aquelas crianças tentando roubar bebidas inutilmente. Conversei com ele e depois de um tempo deixei ele falando com um clone enquanto eu me dirigi -rapidamente - para um ponto cego dele. O clone chamava a atenção enquanto eu empurrei a bebida para as crianças conseguirem pegar a garrafa. Ri e sentei no banco que pertencia ao funcionário enquanto ele ignorava o clone (que logo eu desfiz) para correr atrás dos pestinhas.
Levar a humanidade ao buraco, quanto mais cedo melhor, era divertido, mas não necessitava tanto assim de ajuda externa.
Quando o barman voltou irritado, resmungando em Alemão, comigo, argumentei que eu estava conversando com ele e apesar de alguns bêbados terem me acusado (Claro, eles não viam os clones) O barman ainda usava seu senso lógico de que eu estava na frente dele na hora.


Fui saindo, sem pagar, Claro! Mas no caminho, senti uma súbita necessidade de incomodar mais alguém antes de fugir por que eu não havia pago. Então enviei um clone até um casal e implorei uma ajuda feminina para a mulher. Ela prontamente se ofereceu a ir comigo ao banheiro, ou melhor, com o clone. Eu sabia que meu controle sobre a mente dela só duraria por quanto eu pudesse vê-la, o suficiente para fazê-la entrar no banheiro. Eu podia ver a porta. Outro detalhe era o estágio de alucinação e drogas do homem, nem perceberia se eu o tivesse beijando e foi o que eu fiz assim que ela cruzou o banheiro.
Eu beijei ele e ele fedia a cachimbo, vodka e café. Não sei como chegou a um cheiro tão asqueroso e nem como podia beijar tão desengonçadamente, talvez fosse eu e a raiva que sentia da sexualidade humana e o meu não despertar para isso. Sexo, para mim, era um jogo de mal gosto e nada mais, sem luxúria, prazer ou sentimento. Só uma forma de passar o tempo e manipular algo.
Quando a mulher voltou do banheiro, gritava um nome de homem com tanto ódio que me satisfez, mesmo passando por aquele beijo miserável. Então corri... Corri o máximo que meu corpo cansado deixava.
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